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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Sob as asas do anjo eterno

le parfum de la séduction - poema de Igor Maion

Na escuridão
Tateando com os dedos da mão
Me encontra
Em completa solidão.

Um olhar me consola
Me namora
Um beijo me abraça
Me mata.

Acaricio seu corpo nu
Me deito contigo
O perfume de sedução
O sangue jamais contido.

Me queima
Uma noite de prazer
Me queima
Sob as asas do anjo eterno.

sábado, 24 de maio de 2014

Fada esmeraldina

A percepção dos sentidos
Por Kizzy Ysatis, Igor Maion, Claudia Loia e Beatris Lionas

A luz verde do absinto exala o perfume das cores
E desperta os sentidos que dançam
Com a fada esmeraldina.

Sob o brilho do luar ela dança, voa e encanta
Com a noite a lhe seguir, são suas asas
O vinho negro entorpecente.

Com o doce sabor do chocolate
Pude adoçar a noite fria e excitante
Junto aos amigos.

A saudade que não cessa, querendo exalar pelos olhos
A noite fria que traz boas lembranças
E a esperança de dias melhores.

Esperança que é verde como a fada
Que dança em nossos espíritos de criança
Que volta a amadurecer no raiar do alvorecer

São Paulo, 25/05/2014
  
Kizzy Ysatis, eu e mais duas amigas criaram este poema.

terça-feira, 13 de maio de 2014

O lilas do crepúsculo se foi

Garotos do inferno - poema de Igor Maion

Bom-dia luz!
Veio nos receber?
Já vou me retirar,
Mas peço que espere.

Venha luz!
Traga o dia,
Deito-me agora,
com os garotos do inferno.

Lua de sangue!
Uivos ardentes.
Ergam-se rapazes,
Saiam da sepultura,
O lilas do crepúsculo se foi
E a noite é toda sua.

Garotos do inferno,
Brinquem na noite.
Garotos do inferno,
Juntem-se a mim.

Trevas eternas,
A orgia da morte,
O prazer indescritível,
O sangue!

Gritos de dor e gemidos.
Sedutores... somos nós
A sua espera nos lençóis.
Venham, juntem-se aos
Garotos do inferno
Num ultimo suspirar de sedução.

sábado, 19 de abril de 2014

Anjo Rubro

Desde agora e para sempre - poema de Igor Maion

A noite vem me trazer uma vela,
Uma ponta de luz que rompe as trevas,
Posso ver seu rosto, seu sorriso maravilhoso,
Seus olhos a me desejarem
E eu me entrego a felicidade.

As asas de penas rubras,
Assim como seus cabelos.
Ah! Seus cabelos!
Que viva chama!
Viva como a dança das salamandras
No fogo a se exibir.

Magica noite esta,
Vem e me seduz como a floresta.
Verdes campos a sorrir.
Vem, meu anjo,
Vem me fazer feliz.

Pois sob o sol o dia morre,
E o que te fere a noite a de curar.
Por mim você lutou e o anjo feriu,
Por mim você venceu
E agora serei seu!

Amo-te, meu serafim de fogo.
Desde agora e para sempre.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

O rio de sangue escorre.

A desgraça do botão de rosa - poema de Igor Maion

O botão vermelho em chamas,
Chora pela luz da lua
A lhe banhar.
A espera do dia glorioso,
A espera daquele que a de amar.

Da janela aberta as trevas vibram
A galope o cavaleiro vaga na noite,
Com seus olhos a brilhar
E suas asas flamejantes a correr no ar.
O rio de sangue escorre...

A rosa desabrocha as pétalas,
Macias como as espumas do mar,
Vênus lhe acarícia
E gelada foi sua carcaça
Que com um beijo,
Despedaça...

sexta-feira, 28 de março de 2014

Eu o matei!

Ele está morto! - poema de Igor Maion

Macio veludo cor de sangue
Que cobre o caixão de ébano,
Ele está morto!
Eu o matei!

Pele azulada, deitada a deriva,
Olhos fechados, meu coração sangra.
Ele está morto!
Eu o matei!

Os morcegos voaram da torre,
Nuas as mulheres choram.
Ele está morto!
Eu o matei!

Na névoa os uivos se perdem,
Mas olhos brilhantes não deixam de observar.
Ele está morto!
Eu o matei!

Na aldeia há festa,
No castelo não há nada.
Ele está morto!
Eu o matei!

Suas longas unhas,
Sua pele brilha com a luz da lua.
Ele está morto?
Eu o matei!

Seu peito estufado,
Parece-me tão belo...
Ele está morto?
Eu o matei!

Lábios vermelhos, Seu cabelo reluzente
Há palidez ele retorna...
Ele está morto?
Eu o matei!

Corriqueiro espio o caixão...
Seus olhos rubros como sangue.
Eu estou morto!
O vampiro bebe de mim!

quinta-feira, 20 de março de 2014

Encantador...

Todinho seu - soneto de Igor Maion

Vi algo no céu sem luar,
Pontos brancos a brilhar
Um vulto passar por mim
E eu senti que foi assim.

Lembrava-me um morcego,
Logo você, ser de negro
Que invadiu meus sonhos
E me fez acordar suspirando.

Seu sorriso me encantou,
Seus olhos me prenderam,
Amo-te! Agora sei.

Em um beijo me levou
Para seu mundo e me amou
E agora serei seu, só seu e todinho seu.

Salve-me!

Andante Morto - soneto de Igor Maion

Salve o andante morto!
Que caminha por entre as sombras,
Que rejuvenesce sob a lua cheia
E se alimenta do rubro vinho de nossas veias.

Salve aquele de cabelos longos e negros,
Manto esvoaçante como as asas dos morcegos,
Olhos felinos, capazes de penetrar a alma
E pele alva como a mais refinada porcelana.

Salve aquele que eu amo!
Aquele que bebe de mim,
Aquele que me abraça.

Salve aquele que me mata!
Que me fez fechar os olhos,
Aquele que me enterrou...

terça-feira, 18 de março de 2014

Meu sonho

Sonhando - poema de Igor Maion

Trouxe-me as aventuras?
Oh, minhas desventuras também...
E o sono cruel maldigo
Que me deu tanta ternura,
Que à noite sonhei contigo.

Tua voz estremecia,
Eu sonhava e sentia
Teu rosto a descorar
Nos meus beijos se afogar!

Me segurava tremendo,
Tanto amor tua alma enchia
E uma voz, uma harmonia
Num lábio que dormia
Falava com tanta ternura
Ao despertar do dia.

E depois num santuário,
Rente a um altar solitário
Eu chorei por ti.
Dormias junto a mim...
E eu morria de paixão!

Que os serafins nos envolvam
E os violinos toquem!
Que caiam chuvas de flores
E rompam a névoa!

Dei-lhe um beijo
Repousei-me a teu peito
E senti as nuvens do céu
Havia músicas suaves e 
Você ao meu lado que me fez
Acordar sorrindo!

sábado, 1 de março de 2014

Um drink eterno

A Dança dos Imortais - poema de Igor Maion

Absorto na penumbra estava,
Viu o brilho em meus olhos. Sorri.
Era você quem eu esperava,
Por você eu ansiava aqui.

Língua, dentes e vinho tinto.
O sabor da carne trêmula,
O arfar da dor em prazer.
Perigo! Selvageria.

Você se foi, eu fiquei aqui.
Você partiu e eu chorei.
Já era amor... mas não tardou,
Te encontrei!

Seus beijos salgados me saciam,
Seus braços me apertam...
- Não fujas outra vez!
Não suma nas sombras...
Te quero aqui, somente aqui.

Uma gota vermelha,
Uma estrela nos olhos,
Uma surpresa!
Dor... morte!
- Viva!

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Profano sagrado

Do Medo e Excitação - Poema de Igor Maion

O que é maldade?
Questão de ponto de vista.
O que é bondade?
Palavrinha irônica para nos converter
Em animais seguidores de regras e ordens.

Certo ou errado?
Isso depende.
É o medo que corre nas veias
Que desenvolve nossas mentes
E evolui... êxtase! 

O sangue corre, endorfina.
Escorre o suor, medo!
Medo líquido,
Saboreio...

Prazer, luxúria, pecado.
Sexo! Essencial...
Medo, dor...
Punição!

Trague o corpo e expire a mente,
Não pense, não repense.
Deixe-se levar esta noite.
Uma noite de medo e
Excitação.

Morpheus apaixonado

Pois é pessoal, até mesmo os vampiros ficam mal, mas NÃO! Eu não sou um simples imortal, me veem com admiração, sou o mestre da escuridão e da ilusão, nunca demonstro fraqueza, mesmo que ela me envolva. Estou forte, sou forte, mas até mesmo o mais poderoso e malicioso dos espíritos negros do Paralelo Noturno necessita de companhia e até mesmo... carinho.
Fiquei mal meus caros, mas me recupero a cada segundo, a natureza me alimenta e me levanta, assim como as boas energias que emanamos: fé, alegria, apoio e... amor daqueles que mais amo ^_~  

"Sinto-te em meus braços. 
Estou emanando amor.
Dorme amada criança,
Revigora-te em teu berço.
Aqui também adormeço,
Envolto nos braços teus.
Iremos nos encontrar
Na tenda de Morpheus."
                             (Kizzy Ysatis)


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Chanson de sang

Pierrot sem Lágrima - poema de Igor Maion

Amor!
Paixão!
Dor!
Ilusão.
Venha, vamos brincar, venha
Quero te mostrar, um mundo
Onde nada mais é como era 
Antes..
Morte!
Medo!
Angústia.
Lágrimas.
Tristeza...
Maldade!
Pecado...
Sangue....

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Saudades

Cântico a Nostalgia - poema de Igor Maion

Pelo amor e pela glória,
Nas espumas da vitória
De um mar que agora chora,
Sua ausência a me tocar.

No coração de um sonhador,
Vinha você no esplendor
Nas palavras e no amor,
A comigo se deitar.

Na tinta e pena, dor,
Na angústia do sofredor
De um poeta embriagado,
Rimando sem ter cuidado.

Lindo anjo a contemplar,
O sol nascente em seu olhar,
O infinito em seu lugar,
Na morte certo a te encontrar.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Quatro estações

Inverno - poema de Igor Maion

Insano, mas justo.
Nunca lhe vi assim
Seus gritos,
Seus gestos...

Sempre protegendo
Sempre nos defendendo,
Porém, assusta
Assusta a quem vê
O inverno se desenvolvendo.


Nunca levantou-me a mão
Sempre me deu carinho

Seu sorriso é a minha alegria,
Minhas lágrimas seu tormento.

Vi como ages,
Vi como reage.
Sua voz de trovão a estourar
Sua fúria...

Mas como dizer que tudo é perfeito?
Nada é perfeito
Passamos pelas quatro estações
E continuo a te amar.

Isso é um pecado?
Não me importo!


Uma gota de sangue rola,
Para sempre juntos
Juntos! Nesse amor...

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Todo Meu

Só meu! - poema de Igor Maion

Como posso lhe contar
Todos os sentimentos mais profundos
E profanos que sinto?
Como dizer-lhe
Que te amo?

Conheço-te 
Mas jamais poderei decifrar-te
Como podes mexer tanto comigo?
Como podes brincar assim com meu coração?

Beije-me, eu lhe imploro.
Beije-me, é tudo o que peço.

Não fujas de mim
Abrace-me
Deite-se comigo
Nos mais profundos sentimentos.

Como posso contar-lhe
Meus sentimentos mais profundos
E profanos?
Me amará como eu te amo?

Não tema! Palavras são inúteis
Deixe o tempo para depois
Não ligue, não chame, não grite.
Apenas ouça, ouça o que digo:
Eu te amo! 
E é simplesmente isso.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Primeira parceria poética

Nos teus lábios - poema de Igor Maion em parceria com Leticia Borges

Com todos os pecados
Rasgados e resguardados
Num fundo empoeirado
De uma gaveta vazia
Num guizo estrangulado
Sem se importar que diabos
Passa-se além do mar.

Como um beijo revogado
Seus olhos lacrimejam,
E as luzes almejem se apagar.
O vinho ardente nos lábios
Uma última carícia,
Um último sussurro...

Como sopro de palavras cruas
Que saltam da faringe
Como um vulto 
De um corpo
Supostamente amado.

A bruma fria a nos envolver
A brisa negra a nos dizer...
O medo, a angustia.
Um abismo. Sufoco!
A pluma lá a voar
Aquela que nunca vou alcançar.

Pois meu desejo 
É um filme italiano
De notas e sangue
Que me fasta
Das ilusórias pernas
De um corpo feliz e finito...

E numa colina sorrio,
Uma lágrima acaricia-me
A face felada de uma noite.
O copo vazio na mesa.
Absorvendo energias,
Alimentando-me. Doce!
É o fim, tudo acaba.

Só o que fica é teu nome.
Dilacerando-me
Feito um cutelo amolado
Por um Deus que não dança.

E na fogueira vejo as tristezas
Como os olhos de criança
Vejo a morte, que nem um dia descansa.
Vem, enfim a mente entorpecente.
Uma gota de sangue na rosa
Torturada, mortal, carente...

Por não ter na pele fria
A dentada daquele que tem fome
E ainda assim;
Renegou do pão,
Do beijo,
Do vinho,
Do sangue.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Um bater de asas...

Noturno - poema de Igor Maion

Violento!
Seus olhos brilham.
Molha os lábios.
Melancólico,
Sensual.

Poderoso!
Ser amaldiçoado.
Eu o desejo,
Eu o quero.
Beije-me!
Converta-me!

Um bater de asas...

Quero saborear os teus amores,
Tuas torturas, teu banho de sangue!
Quero Conhecê-lo, vampiro.
Tua sinfonia de perdição,
Entregar meu coração
E então...
Amá-lo!

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Pelo anjo da morte

Beijo das Trevas - poema de Igor Maion

Fatal, mortal, desgraçado
Como as moscas 
A se enroscarem a teia da aranha.

Cruel, sádico, sanguinário
Como a mente do louco
A cravar a lâmina a carne
Teatralmente de forma tão bela...

O que pode ser mais belo do que a morte?
O que pode ser mais sentimental?

A melancolia nos olhos,
As lágrimas a inundarem os túmulos.
Eu as sinto, eu as vejo
Elas chegam a mim e me alimentam.

Morte, morte, morte!
Seu anjo traiçoeiro,
Estenda-me sua mão,
Meu caro amigo.

Venha, vivemos a noite,
Venha, só as mais belas almas.
Venha, não temas!
Uma noite e nada mais...

domingo, 24 de novembro de 2013

Perfume de Rosas

Sanguinária - poema de Igor Maion

Perfume de rosas,
Olhos negros,
Cruzamento de pernas 
E você já está aqui.

O que deseja?
Um beijo molhado,
Uma taça sangrenta
Um jogo de prazeres
Eternos...

Venha, venha, venha
Absinto, a bebida divina,
Venha, nós somos divinos esta noite,
Venha, não vamos parar,
Sou a febre que há de te matar.

O verde e vermelho a se entrelaçar,
O prazer da noite eterna,
Do amanhecer que jamais chegará,
O beijo das trevas.

Não largue-me jamais,
Deixe-me morrer ao seu lado,
O desejo ardente de beijar os seus lábios,
De fechar os seus olhos 
E cavalgar, para o delírio...
O delírio das chamas infernais.

Seu peito explode em chamas,
Na doce chuva de sangue,
Vermelha como as rosas a minha volta
Fechemos os olhos,
A morte nada mais é do que um momento,
Um momento de paixão e desejo,
O desejo egoísta do amor de um coração geado.